Como diz o sábio Chapolin Colorado: - sigam-me os bons!

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2 de novembro de 2015

Nosso lar

Nesses 25 anos de vida pude perceber que o local mais difícil de se evangelizar é a nossa própria casa. Nosso lar sempre foi e acredito que sempre será o lugar onde devemos empregar com mais zelo e amor os mandamentos deixados por Cristo.

Muitos me abordam e me questionam sobre as dificuldades em evangelizar dentro de casa.
Alguns dizem que é impossível e pedem intervenção de terceiros. Se você passa por situações semelhantes o meu conselho a vocês  é: seja exemplo.

Mas como? Simples! Mire em Cristo e na pessoa que ele foi e ainda é. Entenda que não é necessário horas de uma pregação exaustiva e que muitas vezes é insuportavelmente chata. Quando o assunto é evangelizar o lar sejam como Cristo foi. E se não sabem ou ainda não compreendem a profundidade do que digo agora, recomendo uma leitura calma e atenciosa da Bíblia.
Isso mesmo,  sozinhos e em silêncio se dediquem a conhecer este que se fez homem para nos salvar e tomem para si a simplicidade e amor que foi Jesus enquanto esteve aqui na terra. Permita refletir sobre as atitudes dele e as nossas sobre os mais variado temas. Reflita como ele se portaria estando no seu lugar dentro de sua casa.

Por experiência de vida gostaria de compartilhar com vocês essa nossa possibilidade. Muitos de conhecem,  outros não a aceitam,  mas é uma verdade incontestável que que o nosso lar,  família e amigos muitas vezes precisam de uma evangelização diferente.
Ame,  respeitei,  perdoe,  não julgue. Não é por força e muito menos violência. Não seja um missionário chato que impõe e ameaça. Seja como Cristo foi: simples,  honesto.
Cuide dos seus familiares. Ser é o melhor meio de se mostrar que algo vale a pena.

Quando eu amo,  não julgo,  não reclamo.  No momento em que sou boa filha(o), boa namorada(o) ou esposa(o), bom pai ou mãe. Aquele segundo no lugar de acusar o meu próximo eu busco compreender e resolver a causa. Quando eu amo a pessoa muito além dos estereótipos e perdôo muito mais que excluo. Sabe aquele dia que eu poderia reclamar da louça suja ou toalha molhada e na verdade eu me disponho a lavar e pendurar a toalha no local certo? Exatamente ali está ocorrendo uma evangelização.

A hora em que busco reconciliação ou me calo no lugar de discutir e obedeço os meus pais por saber que muitas vezes eles querem apenas o melhor para mim. O exemplo é a melhor prova de amor. Através destes atos estou mostrando que o meu eu pode ser melhor porque conheci um Jesus que é incrível e me amou tanto,  mas tanto que acolheu os excluídos,  que lavou pés,  que ensinou aos simples, perdoou meus pecados e não me julgou.
Por meio de gestos de amor,  cuidado e principalmente respeito dentro do meu lar eu cativo e gero renovo.

Evangelizar de forma diferenciada é perguntar como a pessoa está e realmente querer saber a resposta. É se permitir por meio do desabafo do outro que o Espírito Santo nos use para ajudar,  confortar.

Nosso lar muitas vezes é de onde vem as maiores lutas e onde muitas vezes perdemos um pouco da fé por causa das dificuldades apresentadas,  mas é no deserto que Deus trabalha. Meu conselho é,  ser a mudança que esperamos no próximo. É ser altruísta nos momentos que nossa família não espera.
É naquele segundo que estamos dispostos a amar e paramos de reclamar. É nessa porta aberta que permitimos o agir de Deus e do Espírito Santo. Não se assuste se as pessoas ficarem talvez na defensiva no início ou talvez curiosas sobre nossas novas atitudes. Persistam.

Uma atitude simples como essa pode mudar o contexto inteiro de um lar. Trabalhem essa idéia.

Pois tudo o que eu sou o que quero ser o que eu planejo ser Pertence a Ti